sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Pausa pra historinha

- Alô, quem é?
- Sou eu, uai! Ligou pra mim no celular, desembucha!
- Ah... Nada não. É só pra saber se você está bem.
- Tá tudo ótimo, mas na correria sem poder falar agora.
- Tá bom, depois te ligo.
- Tá bom, tchau, beijos.
Nossa, perdi um tempo danado com essa ligação. Será que vai dar tempo de terminar o texto, mandar pra gráfica, pegar a prova e levar para a empresa? Será que consigo passar no salão depilar, arrumar meus cabelos, pegar o sapato no conserto, arrumar o jantar lá em casa e chegar na hora exata da inauguração? Se conseguir pegar um taxi até o salão, acho que chego a tempo da fala do diretor... É a parte mais importante porque ele pode me procurar na platéia e ver que estou atrasada.
- Alô!
- Oi, Maricota!
- Oi, beleza? Olha to apertada, depois te ligo.
- Ah, tá. Era só pra saber se você gostaria de sair hoje comigo.
- Hoje não dá, não tenho tempo pra cuspir. Beijo.
- Tá depois ligo, beijo.
Ai, esse telefone não para de tocar, é tanta coisa, o que eu tava pensando mesmo?
- Mariana, tem que mandar mais esse texto junto com o outro, o chefe pediu.
- Quê? Não acredito! Ai será que vai dar tempo de terminar esses dois textos, mandar pra gráfica...


E assim o tempo passa, a paranóia aumenta. A pessoa pode até dar conta de tudo, mas o sofrimento foi tão grande, que ao final do dia, não é possível saber se o cansaço foi mais por causa do trabalho ou de toda a ansiedade gerada. É assim com muitas mulheres, principalmente. Essa tendência para resolver cinco coisas ao mesmo tempo até que geram bons resultados. Mas se a ansiedade não estiver na história, o que pode ser considerado raro.
Durante quase toda minha vida ela esteve presente. Dores de cabeça e barriga eram freqüentes. Gostava da eficiência, de resolver tudo, entregar nos prazos e achava que era ansiosa mesmo e não tinha jeito. A coisa tomou uma dimensão que eu não esperava. Passei a sentir dores e enjôos horrorosos. Chorar e não sentir fome! Não sentir fome? Puta merda, é o fim do mundo! Quem já me conheceu nesta vida reclamando: “ai que falta de apetite”. Bom, isso era um sinal gravíssimo! Aí, a gente acorda pra vida, ouve quem quiser e procura tratar com os especialistas no assunto. Não precisa contar todo o caminho porque é tão comum como feijão com arroz! Essa historinha não é pra encher meu blog, tudo bem que tem um bom tempo que não sento a bunda na cadeira pra dizer algo que estou a fim. A moral da história é a seguinte: está maricotamente comprovado que vida sem problemas e horários é quase impossível, mas há vida sem ansiedade. É possível existir espécies que resistem à ansiedade. Estou me tornando uma delas. E sinceramente, que Maricota legal tenho me tornado! Bacana ver tudo pipocando e você resolvendo uma coisa de cada vez sem a palavra depois bombardeando seus pensamentos. Como é gostoso ser você de verdade. Porque ninguém é ansioso, se torna ansioso. Acredito nisso.
É essa a historinha de hoje. Se conselho fosse bom a gente vendia. Então, a rede é sua ,uai! Cuide-se! Beijocas!

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