sexta-feira, 19 de março de 2010

Escolhi começar as postagens no blog com a música que Carmem Miranda interpretou com tanto sucesso porque, pra mim, ilustra a atuação da REDE em assuntos particulares...
Bem verdade estamos num século em que negar o poder das REDES sociais para a negociação de bens e serviços é pedir pra ser apedrejado. Lidamos com uma lógica de mercado que exige saber transitar entre as diferentes ferramentas da comunicação. E para estar aberto a esse mundo, onde o relógio parece correr contra nossas preocupações "caseiras", negociar na REDE tem exigido muitas estratégias, entre elas gosto de citar a criatividade, o senso de inovação e a busca pelo conhecimento.
Mas, a REDE a que me refiro são as das relações pessoais. Não é aquela que gera negócios. Pode até gerar, pois não podemos desconsiderar o "recebi um e-mail de fulano dizendo que lá na empresa do irmão estão precisando de gente na sua área, aí te indiquei". Sabe como? Então, esse tipo de coisa vive acontecendo e, ligados nisso, temos alimentado nossos contatos de REDE. Bom, mas existe um outro aspecto dessa REDE pessoal que quero tratar neste blog com mais delongas. Se trata da popularmente chamada "mania de dar pitaco na vida alheia". O processo de opiniões pipocando na sua vida é tão "natural" que há momentos em que perdemos a noção de quanto somos nós mesmos. Namorar, casar, ter filhos, separar, todas as fases geram burburinhos, evoluem para coro composto pelos integrantes da REDE que se acham competentes para decidir sobre a vida dos amigos. Esperem! Não sou benta nesta história! Já dei pitacos e mais pitacos. Mas também experimentei o inverso, como todo mortal...
Muitos vão dizer que agem como pensam...Se você diz, quem sou eu pra duvidar. Mas sinceramente, já parou pra avaliar quanta coisa você faz porque é valorizado por terceiros? Quantas decisões importantes sobre quem e quando escolher você tomou sem se importar muito com o seu valor? É ingênuo não mencionar que valor é construído socialmente, na cultura em que estamos inseridos, na família em que nascemos. Essas REDES estão antes de nós, note a frase "quando tiver um filho, quero que siga a profissão do avô". O indivíduo não colocou nem o dedinho pra fora da barriga da mãe e tem gente querendo querendo querendo... Sonhos, desejos, querer o bem é humano e muitas vezes um sentimento maternal.
E assim, botamos o pezinho no mundo e começamos a engordar nossa REDE. Aí vem a questão: isso é ruim? Acredito que não. Até porque vivemos em sociedade e REDES é princípio básico. A reflexão aqui é como "conectamos" em REDE sem perder o fio condutor.

4 comentários:

  1. É, a rede existe pro bem e pro mal, mas acho que de deixarmos nos conduzir demais por ela nos tornamos marionetes. Meu filho pode ser o que ele quiser, uai. Ele que escolhe.
    Seja bem-vinda ao mundo dos blogs.

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  2. Pro bem e pro mal...isso aí! Estamos esperando ansiosos a vinda do Pedro, isso podemos dizer, o resto...rs
    Obrigada, querido!

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  3. Parabéns Mariana, falando em Criatividade, Inovação, seu blog acaba de inovar com este texto bem imaginado. Saudações blogueiras!!!rs

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  4. Lívia, obrigada pela recepção na REDE de blogs...rs Que continue gostantando e participando!!!!

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